Resumo rápido. No Brasil, plataforma pronta (Nuvemshop, Tray, Loja Integrada) custa de R$0 a R$6.000 para começar e R$0 a R$900 por mês. E-commerce sob medida vai de R$8.000 a R$80.000 ou mais no projeto, com R$1.500 a R$8.000 por mês de manutenção. A diferença de preço reflete o que cada opção resolve em pagamento, frete e integração de sistema.
As faixas reais de preço em 2026
O erro mais comum ao orçar um e-commerce é comparar apenas a mensalidade da plataforma. A conta certa soma quatro linhas: investimento inicial, mensalidade da plataforma ou hospedagem, taxa por venda (pagamento e, em alguns casos, a própria plataforma) e custo de manutenção contínua.
| Porte / modelo | Investimento inicial | Custo mensal |
|---|---|---|
| Micro / validação (template pronto) | R$0 a R$1.500 | R$0 a R$150 |
| Pequena loja (plataforma paga) | R$1.500 a R$6.000 | R$150 a R$450 |
| Média loja, com ERP integrado | R$6.000 a R$25.000 | R$450 a R$1.500 |
| Grande loja / sob medida | R$25.000 a R$80.000+ | R$1.500 a R$8.000+ |
Nas plataformas SaaS, os números oficiais ajudam a calibrar expectativa. A Nuvemshop tem plano grátis (Começo), Essencial a R$69/mês com taxa de 2% fora o Nuvem Pago, Impulso a R$164/mês com taxa de 1%, e Escala a R$449/mês com taxa de 0,7%. Usando o Nuvem Pago como gateway, a tarifa por venda cai para zero em todos os planos pagos. Loja Integrada começa em torno de R$49 a R$59/mês, Tray a partir de R$79/mês.
Shopify cobra em dólar (US$29 no plano Basic, US$79 no Grow), o que traz exposição cambial. E como o Shopify Payments não opera no Brasil, toda loja paga a taxa da própria Shopify somada à taxa do gateway externo escolhido (Mercado Pago, PagSeguro), uma camada de custo cumulativo que muita gente descobre só depois de assinar.
VTEX não publica tabela de preço pública. O modelo é por contrato e por GMV (faturamento bruto processado), e a faixa estimada de mercado para mid-market e enterprise vai de R$80.000 a mais de R$1.500.000 por ano, considerando desenvolvimento, apps de terceiros e manutenção. Existe também um modelo de aluguel fixo próximo de R$1.500/mês mais cerca de 2,5% sobre pedidos aprovados, oferecido por alguns parceiros. Para VTEX e para sob medida, o conselho prático é o mesmo: avalie o custo total em dois ou três anos, não o preço do primeiro contrato.
O que realmente encarece um projeto sob medida
Ninguém encarece um e-commerce por capricho de design. As três linhas que mais pesam no orçamento são pagamento, frete e sistema de gestão.
Pagamento: Pix, cartão e a taxa que se acumula
A faixa geral de mercado em 2026 fica entre 2,99% e 4,99% no cartão de crédito, com taxa fixa em boleto e uma faixa mais baixa no Pix, entre 0,5% e 1,99% dependendo do gateway. Mercado Pago, PagSeguro, Asaas, Pagar.me e Stripe competem nessa faixa, cada um com estrutura de taxa própria.
O ponto que passa despercebido: quando a loja roda dentro de uma plataforma como Shopify e usa Mercado Pago como gateway externo, ela paga a taxa do Mercado Pago e, em cima disso, a tarifa por venda da própria plataforma. Um e-commerce sob medida com Pix nativo elimina essa segunda camada, e é um dos argumentos mais concretos para justificar o investimento inicial maior em operação de alto volume.
Frete: o custo técnico que também é o principal vilão de conversão
Calcular frete em tempo real na página de produto ou no carrinho exige integração. Duas rotas: API direta de transportadora ou dos Correios, geralmente sem custo de uso mas com manutenção técnica constante e instabilidade ocasional conhecida da API dos Correios, ou gateway de frete (Melhor Envio, Frenet, Kangu), com assinatura ou taxa por uso. Para a maioria das operações que ainda não tem volume alto de pedidos, gateway de frete costuma ter melhor custo-benefício que manter integração direta.
Vale o investimento porque frete é hoje o principal motivo de abandono de carrinho no Brasil. Pesquisa CX Trends 2026, da Octadesk com Opinion Box, mostra que 67% dos consumidores desistiram de uma compra online no último ano, e frete elevado aparece entre 60% e 65% como o motivo principal, à frente de desconfiança na loja e preço alto (ambos perto de 56%). Frete mal calculado custa mais do que a integração técnica: é receita que já entrou no carrinho e saiu antes de fechar.
ERP: quando integra e quando não integra
A pergunta certa não é "minha empresa é grande o suficiente para um ERP". É volume de pedidos, complexidade de catálogo com variações e kits, exigência fiscal e maturidade de expedição. Bling, com plano a partir de R$39,90/mês, é o ERP mais usado por pequenos e-commerces brasileiros porque integra nativamente com Mercado Livre, Shopee, Amazon, Magalu e Americanas. Tiny, a partir de R$69,90/mês, se destaca quando picking e packing já viraram gargalo operacional, dentro do ecossistema Olist.
Loja que ainda embala pedido manualmente com baixo volume não precisa de ERP. Loja que já vende em três marketplaces e perde tempo conciliando estoque manualmente, precisa, e o custo da integração costuma se pagar rápido em horas de trabalho evitadas.
Custo total de propriedade: pense em dois ou três anos
O erro que mais aparece em orçamento de e-commerce é comparar só o preço do projeto inicial. Numa stack VTEX típica, por exemplo, a faixa estimada de mercado para apps de terceiros vai de R$2.000 a R$15.000 por mês, e desenvolvimento contínuo (manutenção e novas funcionalidades) fica entre R$15.000 e R$80.000 por mês conforme a demanda. Esses números não aparecem na proposta inicial, aparecem na fatura do sexto mês.
O mesmo raciocínio vale, em escala menor, para sob medida fora do universo enterprise: some mensalidade de ERP, taxa de gateway, gateway de frete, antifraude e horas de manutenção antes de comparar com a mensalidade de uma plataforma pronta. Boa parte das lojas brasileiras erra justamente por não fazer essa conta, e fecha cedo por subestimar custo fixo somado a estoque e verba de aquisição dos primeiros clientes.
Isso não é argumento contra sob medida, nem a favor. É argumento a favor de orçar com a régua certa. Escrevemos sobre um raciocínio parecido no contexto de saúde no post quanto custa um site para clínica em 2026: faixa de preço só faz sentido quando cruzada com o que a operação precisa capturar de volta.
Quando a plataforma pronta deixa de servir
Alguns sinais concretos de que vale considerar migração:
- A taxa por venda já custa, em valor absoluto por mês, mais do que a manutenção mensal de uma solução sob medida pagaria.
- O catálogo tem regra de negócio (kit, assinatura, precificação por região, B2B e B2C na mesma base) que a plataforma pronta não resolve sem gambiarra.
- O time já perde horas por semana conciliando estoque entre plataforma, ERP e marketplace manualmente.
- A limitação técnica da plataforma (velocidade, checkout, integração) está visivelmente travando conversão.
Um caminho intermediário que ganhou tração em 2026 é o modelo headless ou composable: front-end próprio conectado a serviços especializados de pagamento, busca e catálogo, sem reescrever a operação inteira do zero. É uma opção real entre SaaS puro e sob medida completo, e vale avaliar antes de assumir que a única alternativa à plataforma pronta é o projeto de R$80.000.
Como pensamos isso na Impulse
Não vendemos sob medida como resposta padrão. Recomendamos plataforma pronta quando o volume e a complexidade da operação ainda cabem nela, e desenhamos sistema sob medida quando a matemática mostra que taxa e limitação técnica já custam mais do que resolver de forma própria. O diagnóstico entra antes do orçamento, não depois.
Se a sua loja já sente esse atrito (taxa que pesa, integração que trava, frete que derruba conversão), vale conversar antes de assinar o próximo contrato de plataforma. Fale com a Impulse e traga os números da sua operação: volume de pedidos, ticket médio e onde o checkout está perdendo venda. A partir daí, a faixa de investimento certa fica óbvia.



