Resumo rápido. Em 2026, um site profissional no Brasil custa de algumas dezenas de reais por mês, num construtor pronto, até dezenas de milhares de reais numa agência. Levantamentos de mercado colocam o site completo de pequena empresa entre R$ 2.500 e R$ 10.000. O valor real depende do que entra no escopo e do custo mensal depois da entrega.
Por que ninguém te dá um preço exato
Porque não existe tabela oficial de desenvolvimento web no Brasil. As faixas que circulam vêm de plataformas de orçamento e de empresas que vendem hospedagem ou construtores de site. Cada uma puxa um pouco para o próprio produto.
Na prática, o preço sai de quatro coisas:
- Horas de trabalho. A Cronoshare aponta hora de profissional júnior entre R$ 60 e R$ 120, pleno entre R$ 120 e R$ 200, e sênior ou consultoria entre R$ 200 e R$ 400.
- Número de páginas únicas. Uma home e cinco páginas com layouts diferentes dão mais trabalho que dez páginas iguais.
- Integrações. Agenda online, CRM, WhatsApp, formulário que alimenta planilha, área de login.
- Quem produz o conteúdo. Se você entrega textos e fotos prontos, o preço cai. Se o fornecedor escreve, o preço sobe, e em geral o resultado também.
Então, quando alguém responde "depende", nem sempre é enrolação. O problema é quando o "depende" nunca vira escopo escrito.
Os quatro caminhos e quanto cada um custa
1. Construtor pronto (Wix, Locaweb, Hostinger e similares)
É o caminho mais barato para começar. O Wix, no blog oficial em português com preços de outubro de 2025, lista plano grátis e planos Premium de R$ 15 a R$ 995 por mês, com hospedagem incluída e domínio grátis no Premium. A Locaweb divulga criador de sites com IA a partir de R$ 4,90 por mês no plano de 48 meses.
Você paga pouco em dinheiro e muito em tempo. Estrutura, textos, fotos e SEO ficam com você. Funciona bem para validar um negócio ou ter uma presença mínima.
2. Freelancer
Pela Cronoshare, que declara usar centenas de pedidos de orçamento por mês, com dados de janeiro de 2026:
- Site simples: R$ 400 a R$ 2.000
- Landing page: R$ 800 a R$ 2.000
- Site completo: R$ 2.500 a R$ 10.000
- Site multilíngue: a partir de R$ 4.000
A variação dentro de cada faixa é enorme porque o freelancer pode ser júnior montando template ou sênior fazendo código sob medida. Portfólio diz mais que o preço.
3. Estúdio ou agência pequena
Aqui o site costuma vir com mais etapas: conversa de estratégia, arquitetura de páginas, redação, design próprio, SEO técnico e treinamento. O preço sobe junto.
A Locaweb, em texto atualizado em abril de 2026, fala em R$ 2.000 a R$ 50.000 para desenvolvimento profissional com agência ou freelancer. A Nuvemshop, em junho de 2026, estima investimento inicial de R$ 2.600 a mais de R$ 11.000 para site de pequena empresa feito do zero.
4. Agência grande
Para projetos de empresa grande, com muitas páginas, integrações e várias áreas aprovando, a mesma estimativa da Nuvemshop (junho de 2026) vai de R$ 61.000 a mais de R$ 100.000. O Wix (outubro de 2025) fala em R$ 2.500 a mais de R$ 50.000 para site sob medida com designer ou agência. Para a maioria das PMEs, esse nível é mais do que o negócio precisa.
Um aviso sobre todas essas faixas: são levantamentos divulgados por empresas do setor, não estatística neutra. Use como mapa, não como tabela.
O custo que aparece depois: 12 a 24 meses
A taxa inicial é só uma parte da conta. Quem compara orçamento olhando só ela quase sempre se surpreende no segundo ano.
Os custos recorrentes que entram:
- Domínio .com.br: cerca de R$ 40 por ano no Registro.br.
- Hospedagem: a Locaweb cita de R$ 15 a mais de R$ 200 por mês, conforme o tráfego. A Nuvemshop fala em R$ 10 a R$ 50 por mês para pequena empresa.
- Certificado SSL avulso: R$ 100 a R$ 500 por ano, segundo a Locaweb, quando não vem incluído na hospedagem.
- Manutenção: a Cronoshare aponta manutenção básica (atualização, backup, monitoramento) de R$ 150 a R$ 250 por mês, e um plano com 2 a 4 horas de suporte e correções de R$ 250 a R$ 400 por mês.
A pegadinha da renovação
Muitos preços de entrada de hospedagem e construtor estão presos a contratos de 36 ou 48 meses. A hospedagem WordPress da Hostinger, por exemplo, aparece em torno de R$ 5,99 a R$ 39,99 por mês em preço promocional, atrelado a esse tipo de contrato. A renovação costuma sair mais cara. A pergunta certa é: "quanto eu pago no mês 49?".
Alteração depois de pronto
Trocar um texto, subir uma página nova, mudar um telefone. Se não há plano de manutenção, cada pedido vira hora avulsa. Pergunte o valor da hora antes, não quando precisar.
O que entra no preço: checklist para comparar orçamentos
Dois orçamentos para "o mesmo site" podem variar 10 vezes porque não descrevem o mesmo trabalho. Coloque as propostas lado a lado e marque o que cada uma inclui:
- Estratégia e arquitetura: alguém define quais páginas existem e o que cada uma precisa responder?
- Textos (copy): quem escreve? Quantas rodadas de revisão?
- Design: template adaptado ou layout feito para a sua marca?
- Desenvolvimento: em qual tecnologia? Você consegue editar sozinho depois?
- Versão para celular: testada de verdade ou "o tema já é responsivo"?
- SEO técnico: títulos, meta descriptions, dados estruturados (schema), velocidade e Core Web Vitals.
- Hospedagem e domínio: incluídos, por quanto tempo e em nome de quem?
- Treinamento: alguém mostra como atualizar o site?
- Suporte pós-publicação: por quanto tempo, e o que conta como correção e o que conta como alteração nova?
SEO técnico é o item que mais some dos orçamentos baratos. E é justamente ele que decide se o site aparece no Google e nas respostas de ferramentas de IA como o ChatGPT.
Sinais de que o barato vai sair caro
Preço baixo não é problema por si só. O problema é o que vem escondido. Fique atento a:
- Domínio registrado no nome do fornecedor. Se a relação acabar, o endereço do seu negócio fica com ele.
- Nenhum acesso aos arquivos ou à hospedagem. Você aluga o site em vez de ser dono dele.
- Mensalidade que prende. Se parar de pagar, o site sai do ar e não há como levar para outro lugar.
- Template sem cuidado com o celular. Boa parte das visitas chega pelo telefone; menu quebrado e botão pequeno custam contato.
- Zero SEO. O site existe, mas ninguém encontra.
- Escopo vago. "Site completo" sem lista de páginas é convite para discussão depois.
Uma tendência recente pesa aqui: com criadores de site com IA custando menos de R$ 20 por mês, muita gente pergunta por que pagar milhares. A resposta honesta é que a ferramenta monta a página, mas não decide o que ela deve dizer, para quem, nem cuida da parte técnica que faz o site ser encontrado. Se você tem tempo e clareza para fazer isso, o construtor pode bastar.
Perguntas para mandar a cada fornecedor antes de fechar
Antes de pedir orçamento, tenha claro o público, o objetivo do site e as páginas que imagina. Depois, mande a mesma lista para todo mundo:
- Qual o custo total, somando design, desenvolvimento, manutenção e extras?
- O site é feito em template ou código sob medida?
- O domínio e a hospedagem ficam no meu nome? Terei acesso a tudo?
- Existe mensalidade obrigatória? O que acontece se eu cancelar?
- Quanto fica a hospedagem na renovação?
- Quem escreve os textos e quem providencia as fotos?
- Que SEO técnico está incluído?
- Como o site foi testado no celular?
- Qual o prazo e quantas rodadas de alteração estão incluídas?
- Tem portfólio de projeto parecido com o meu?
- Tem treinamento e suporte depois da publicação? Por quanto tempo?
Quem responde tudo por escrito, sem desviar, já passou no primeiro filtro.
Se o seu caso é de nicho, temos análises específicas: quanto custa um site para clínica e quanto custa um e-commerce sob medida.
Quer comparar com um escopo na mão?
Se você está entre orçamentos e não sabe qual faz sentido, a gente pode olhar junto. A Impulse Works monta sites institucionais com estratégia, textos, SEO técnico e dados estruturados, com domínio e acesso sempre no nome do cliente. Veja como a gente trabalha e mande o que você já recebeu: ajudamos a ler cada proposta item a item.



